quinta-feira, 21 de abril de 2011

A grandiosidade da lua

Ultimamente a lua muito me tem instigado. Quando me sinto sozinha e olho para o céu é como se ela me transmitisse paz e me fizesse companhia. Apesar de saber que jamais irei conhecê-la, tocá-la... Sinto-me em momentos muito parecida com ela. Quando por instantes no silêncio fico observando-a eu imagino um mundo além do existente; mesmo tão distante e sozinha ela consegue transmitir um imenso brilho. Existem aqueles que nunca pararam para apreciá-la e por isso desconhecem seu valor ou até mesmo suas qualidades. Ela está lá, sempre estará. Quem ousar por alguns minutos ou até mesmo alguns segundos tentar entendê-la conseguirá enxergar além do que ela realmente aparenta ser. Quando esta cheia, causa esplendor. Quando está minguante, pouco é notada. Ela é feita de fases, de momentos; todos nós somos; eu sou. Os dias passam, as semanas, os meses, os anos... A vida passa, algumas coisas perdem seu valor, algumas pessoas também perdem seus valores... Desencontros acontecem; Mas ela, ela esta lá, presenciando tudo que acontece com o mundo que de certa forma ela ilumina. Quando me sinto sozinha procuro amenizar minha solidão me comparando com ela. Em meus mais inusitados pensamentos acredito que a lua deveria ter uma história de amor com o sol. Os dois vivem no mesmo lugar há muito tempo, desempenham praticamente as mesmas funções e seus gostos são parecidos, mas, foram condenados a viverem separados. Mesmo rodeada por estrelas ela não é completa; teve que aprender a se contentar com o que lhe era oferecido; isso talvez explique seus momentos grandiosos e seus momentos tão insignificantes. Aprendo diariamente com ela que quando não conseguimos tudo o que sonhamos temos que aprender a conviver com o que nos é oferecido. A diferença entre mim e a lua é que ela não pode buscar pelos seus sonhos.

Um comentário:

  1. Fantástico: poético, romântico, crítico, abstrato, fictício mas, acima de tudo verdadeiro! Aqui nasce uma escritora! Parabéns!

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