O que nos faz querer ou não estar com alguém? O que nos leva a dizer: “não vivo sem você”? Ou ainda: “não quero vê-lo nunca mais”. Quando conhecemos algumas pessoas nem imaginamos que esta pessoa pode passar a ser “aquela pessoa”. Outras vezes, quando as conhecemos, logo pensamos: “Nossa! É ela!”.
Conforme os anos passam em nossas vidas, começamos a moldar nosso caráter. Percebemos que algumas coisas nos causam mais entusiasmo do que outras; quais lugares preferimos freqüentar; quais comidas mais nos aguçam o paladar; quais assuntos nos causam interesse; quais princípios gostaríamos de encontrar nas pessoas.
Cada vez mais nos tornamos seletivos e de certa forma, exigentes. Por mais que não percebamos, sempre tentamos encontrar e estar em contato com o que e com quem, nos favoreça, nos faça bem. Para convivermos socialmente muitas vezes temos que abrir mão de algumas características que prezamos. E em um relacionamento não é diferente. Talvez você prefira praia, talvez a pessoa que você quer que esteja com você, prefira campo. Cabe a você identificar o que é tolerável ou não. Algumas vezes, as pessoas passam a se relacionar e não conhecem a outra ainda. O que acontece em longo prazo é a famosa sensação de “perdi o encanto, não é mais como era no começo”; por vezes, não é questão de encanto, é questão de você nunca nem ter conhecido a pessoa de verdade.
Pode acontecer de você nem lembrar “um amor eterno” assim como pode acontecer de você descobrir que alguém que você nunca quis estar em contato, seja tudo aquilo que você sempre sonhou. É uma questão de conhecimento, de convivência. Quando vemos, sentimentos mudam, sonhos se formam, preferências se alteram.

Muito bom mais uma vez!
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