E se tivéssemos a opção de apagar de nossas mentes todas as coisas que um dia já nos frustraram? Todas as coisas que um dia já nos causaram dor e sofrimento? Apagar a lembrança de algumas pessoas, de alguns lugares, de alguns sentimentos... Será que isso seria bom? Como nos sentiríamos caso pudéssemos?
Existem algumas coisas que passamos na vida que dói tanto que no momento em que estamos passando por elas se pudéssemos, com certeza escolheríamos não passar, fugir. Ninguém gosta de sofrer, ninguém gosta de ver quem ama partindo, ninguém gosta de ser traído por quem menos espera; o sofrimento faz com que sintamos vontade de ir embora para lugares longes, de gritar (sem nem saber o que; imaginar que esse grito faça com que alguém ouça algo que talvez seja impossível de ser explicado), de chorar.
O pior sofrimento é aquele que é ocasionado por pessoas que amamos, que sentimos carinho; pessoas que fazem parte de nossa história, de momentos compartilhados. Por mais “fria” que seja uma pessoa, ela não gosta de se decepcionar (e nem de decepcionar! Por mais que alguns digam que gostam de “pagar na mesma moeda”, o sentimento de vingança ou de raiva, não causa sensação de prazer, causa angústia, adoece a alma).
É difícil lidar com situações em que a solução REAL seria o esquecimento. Somos seres tão estranhos, que muitas vezes gostamos de lembrar coisas tristes e chorar, chorar. Algumas vezes bastam fotos e músicas para que consigamos passar por um túnel de recordações que nos levam a sensação de tristeza. De repente, a maior vontade seria se desligar de tudo, rasgar recordações, apagar da mente as palavras; não é tão fácil assim.
Hoje, depois de muitas coisas ter visto, passado, a verdade que para mim é cabível, é que as recordações (sejam elas boas ou ruins) servem para nos fazer lidar melhor com eventos futuros. O problema é encarar “frustração” como um “erro no passado”; devemos ver todos os eventos de nossa vida como acréscimos, e não como falhas. Sentimentos como raiva, vingança, egoísmo, não faz bem para ninguém. É como diz aquela frase: “Guardar raiva é o mesmo que beber veneno e querer que o outro morra”. Em momentos é necessário calarmos, é necessário sermos flexíveis. Quando fazemos isso, percebemos depois que nem sempre tudo que se pensa e se acha certo deve ser dito.
“Quando estamos com raiva , o mal que desejamos aos outros retorna para nós próprios. Por mais que possamos atrapalhar a vida de alguém com nossos sentimentos e pensamentos, a mancha, os resíduos, a fuligem maior ficam sempre em nós mesmos”. Pense nisso!

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